sábado, 2 de julho de 2011

Polícia Federal na mira de Hacker


O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou que a Polícia Federal abra inquérito para a apurar a violação do e-mail pessoal da presidente Dilma Rousseff durante a campanha eleitoral do ano passado. As mensagens da petista, então candidata à Presidência da República, foram violadas em um ataque em outubro.
De acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo, o hacker, que se identificou como Douglas, copiou os e-mails de uma conta pessoal antiga de Dilma no portal UOL. Ele conseguiu quebrar o acesso depois que, segundo ele, instalou um programa para coletar senhas em um laptop pessoal que a presidente usava durante a campanha.
O hacker, conforme a reportagem do periódico, tentou vender as mensagens pessoais para políticos. O Correio apurou que, até a última quarta-feira, Douglas continuava buscando um comprador para os dados, sem sucesso. Na lista de pessoas procuradas pelo hacker, estaria o ex-deputado e presidente do DEM do Distrito Federal, Alberto Fraga. Para repassar os documentos, Douglas pediu R$ 300 mil.
Fontes do DEM relataram que esse mesmo hacker encontrou-se com Fraga pessoalmente no começo do mês, no escritório do partido. O ex-deputado, de acordo com o relato ouvido pelo Correio, rejeitou a proposta. Antes da investida ao Democratas, Douglas tentou encontrar um comprador para as mensagens de Dilma no PSDB, ainda no ano passado, durante a disputa eleitoral.
Segundo fontes da PF, que monitora o caso, Douglas disse às pessoas procuradas para vender os dados que também conseguiu acessar contas de caciques petistas graças a um roubo feito no site do partido há mais de um ano.
O ataque ao e-mail de Dilma ocorreu depois de o hacker invadir os servidores do PT em abril do ano passado e instalar uma ferramenta virtual para roubar informações detalhadas de vários petistas. Na época, a PF foi acionada, mas não encontrou nada. Em posse desses dados, Douglas disse que acessou também o e-mail pessoal do ex-ministro José Dirceu. Essa invasão ocorreu na madrugada da última segunda-feira. Pela manhã, Dirceu registrou um boletim de ocorrência.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, cobrou ontem punição para o hacker. "Tem que haver uma verificação por parte da Polícia Federal e dos órgãos competentes. E, claro punição aos culpados por acessos indevidos", afirmou. O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), defendeu melhoria na segurança da informação. "Temos que responsabilizar quem viola e acessa dados indevidamente. Dilma não era presidente à época, mas isso não tira a gravidade do fato", disse o petista.

Desempregado

A reportagem do Correio conversou pelo telefone com a mãe do rapaz, que tem 21 anos e mora sozinho. Segundo a mulher, ela não tem contato com Douglas desde quarta-feira. Para não ser encontrado, o hacker troca o número de celular periodicamente. O Correio apurou que o rapaz, atualmente desempregado, trabalhava com tecnologia da informação na iniciativa privada. O último emprego foi em uma agência de publicidade em Taguatinga.
José Serra
Perfil de Serra no Twitter é invadido
A conta de José Serra (PSDB) foi invadida na noite da última quinta-feira, quando apareceram mensagens "esquisitas", segundo informou a assessoria do ex-governador de São Paulo. Os tuítes foram apagados poucos minutos após serem publicados. Em um deles, o invasor divulgou um link que levava a uma página com a seguinte frase: "Twitter do governador Serra foi hackeado". Em outro texto, havia uma nota parabenizando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, homenageado no mesmo dia no Senado pelos seus 80 anos, completados no último dia 18.

“Itamar Franco”: Morre um Titan da Política do Brasil

O senador e ex-presidente Itamar Franco morreu neste sábado, aos 81 anos, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Ele foi diagnosticado com leucemia e estava internado desde o dia 21 de maio. Na sexta-feira, o estado de saúde do ex- presidente piorou e foi levado para a UTI, com pneumonia grave. De acordo com o boletim médico divulgado na sexta-feira, Itamar respirava por aparelhos.
Itamar Augusto Cautiero Franco talvez seja o único mineiro que tenha nascido em alto-mar. Foi em junho de 1930, quando sua mãe viajava em um navio do Rio de Janeiro para Salvador e por isso foi obrigada a registrar o filho na capital baiana. No ano seguinte, o "erro" seria corrigido com o registro da certidão de batismo, que traz Juiz de Fora como sua verdadeira terra natal.
Na cidade mais importante da Zona da Mata mineira Itamar viveu a infância e a juventude ao lado da maior parte de sua família. Era órfão do pai, que morreu antes que ele nascesse. Descendente de italianos, a mãe Itália Cautieiro passou um dobrado para manter a família com a venda de marmitas. Ela morreu em 1992, vinte dias antes da posse oficial do filho caçula como presidente da República do Brasil. Mas essa é outra história.
Itamar gostava de jogar basquete. No fim da adolescência, escolheu seguir a profissão do pai e formou-se em Engenharia Civil e Eletrotécnica na Universidade Federal de Juiz de Fora. No entanto, a militância estudantil no Diretório Acadêmico foi mais prolífica do que a lida com planilhas e cálculos, ainda que no início da carreira o tino para a política tão parecesse algo tão definitivo: aos 28 anos candidatou-se a vereador pelo PTB e perdeu as eleições. O mesmo ocorreu quatro anos depois, quando tentou ser vice-prefeito.
Por ser amigo do governador mineiro Magalhães Pinto, sobreviveu ao golpe de 1964 e não foi cassado, como ocorreu com a maior parte dos colegas do PTB. A primeira vitória chegaria em pouco tempo. Filiado ao MDB, foi escolhido prefeito de Juiz de Fora em 1966, feito que se repetiria em 1972, ao ser reeleito. Como administrador da sua cidade de coração, dividiu a experiência de poder com figuras que vinte anos depois escolheria para ocupar cargos chaves no Planalto Central, como o professor Murilo Hingel (futuro ministro da educação), Mauro Durante (futuro secretário-geral), Djalma Moraes (Comunicações), Alexis Stepanenko (Planejamento) e a família de Henrique Hargreaves (Casa Civil). No governo federal, formariam juntos o núcleo daquela que viria a ser conhecida conhecida como a República de Juiz de Fora, ou República do Pão de Queijo. Mas ainda chegaremos lá.
Itamar Franco era daqueles tipos de líder que não se isolam na hora de tomar decisões - no seu caso, quase todas cheias de suspense e emoção. Preferia estar cercado por colaboradores e mantinha o hábito de consultar pessoas simples - do garçom do cafezinho à faxineira - para arejar a mente ao ser desafiado a tomar medidas complexas. Já era assim em 1974, quando exercia o segundo mandato como prefeito e decidiu renunciar para concorrer ao Senado pelo mesmo MDB. A decisão final só veio depois de ouvir a opinião do seu motorista, minutos antes do prazo.
- A vontade dele sempre prevalecia no final, apesar de ser um bom ouvinte e não ter vergonha de voltar atrás - lembra e contemporiza o fiel escudeiro Henrique Hargreaves.
Naquele tempo também era possível observar os primeiros sinais da estrela que carregaria por toda vida: algo que muitos chamariam de senso de oportunidade, outros classificariam como pura sorte. As chances de vitória na disputa pelo Senado eram as mais remotas. O candidato natural do MDB era Tancredo Neves, mas o mineiro temia perder para o candidato do partido do Regime Militar, a Arena, por isso lançou Itamar ao sacrifício. Na hora das urnas, a oposição surpreendeu em todo o Brasil. Itamar foi eleito por Minas e repetiu a dose em 1982, com o partido já renomeado como PMDB.
Perdeu o controle da legenda em Minas em 1986 e tentou o governo do Estado pelo PL. Mas foi derrotado por Newton Cardoso, justamente o candidato do PMDB. Voltou para o Senado e encerrou o mandato com a participação na Assembleia Constituinte de 1987 no currículo.
Desde a época em que era prefeito, Itamar gostava de dizer que se considerava um político de esquerda, embora pouquíssimas vezes tenha composto com os partidos mais tradicionais deste campo. Foi mais eficiente que os colegas na hora de reforçar a imagem de político com postura pública marcada pela seriedade e a austeridade. Surpreendeu a muitos correligionários quando aceitou ser vice candidato na chapa de Fernando Collor (PRB) à Presidência, em 1989. Mas era a única e melhor chance de alcançar o cargo máximo da República, o que viria a acontecer em pouco tempo.
O temperamento intempestivo do mineiro e do cabeça da chapa não poderia ter outro resultado: desde a campanha os dois se desentendiam com frequência e o clima não ficou melhor quando Collor assumiu o cargo. Itamar sempre foi uma pessoa difícil de lidar. Não era vaidoso. Mas orgulhoso, sensível a críticas e muito agarrado às suas causas. Achava que era perseguição Collor escolher justamente a Usiminas na primeira etapa de um processo de privatização, ao qual se opunha inicialmente. Quando contrariado, tremia até o topete (mantido desde a juventude e sem adição de produtos de beleza, garantem os mais próximos).
Um ano e meio depois da eleição, escândalos de corrupção envolvendo pessoas diretamente ligadas ao presidente começaram a manchar o mandato e meses antes do impeachment de Collor Itamar percebia que a situação era insustentável. Naquela época já reunia auxiliares para que diagnosticassem os principais problemas do país e iniciassem um desenho do que poderia vir a ser o seu governo. Com o afastamento definitivo de Collor, assumiu o cargo apoiado por um amplo leque partidário, num esforço claro para manutenção da ordem democrática há tão pouco tempo conquistada.
- Pode orgulhar-se a Nação capaz de dominar as suas mais graves crises políticas na ordem da Lei. Sábio é o povo que, na conquista e preservação de sua própria liberdade, expressa veemência no clamor das ruas e na serenidade de seus atos - discursou pela primeira vez na TV como presidente, às vésperas da passagem de 92 para 93.
Apesar da amplitude de apoio ao seu governo, o núcleo duro era mesmo formado pelos amigos do tempo de Juiz de Fora, somados a poucos parceiros da época do Senado, como Maurício Corrêa, que viria a ser nomeado ministro da Justiça. Não havia outro jeito, afinal, conhecia pouca gente no Rio ou São Paulo, e não tinha canais com o mundo acadêmico, empresarial ou sindical. Até mesmo no mundo político sua base era considerada precária e pouco capilarizada. Ainda assim Itamar foi hábil suficiente para garantir a estabilidade política do país depois do maior escândalo político da vida nacional.
O núcleo estava sempre por perto e o aconselhava, mas não foi capaz de evitar um dos episódios mais curiosos do período. Com o suspeito argumento de que o último presidente a participar do carnaval teria sido Hermes da Fonseca, em 1913, Itamar partiu para o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro em fevereiro de 1994, onde protagonizou cena inesquecível ao lado da "modelo" cearense Lilian Ramos, de 27 anos. O encontro ficou famoso por causa de uma ausência: a calcinha da jovem com quem sambou, trocou palavras de pé de ouvido e até telefones. Jantariam na noite seguinte, se a imagem do presidente da República em flerte explícito com uma mulher seminua não tivesse rodado o mundo e instalado uma crise que, no fim das contas, só serviu para encerrar abruptamente o romance.
No seu governo a população participou do plebiscito que reafirmou a escolha do regime presidencialista para o país. Promoveu o fim da hiperinflação (que chegava a 1.100% em 1992) ao executar o Plano Real. A medida foi gestada por quase um ano por um grupo de economistas e colocado a cabo pelo sociólogo Fernando Henrique Cardoso, indicado por Itamar para o Ministério da Fazenda. O plano garantiu a normalização da atividade econômica e permitiria, e nos anos seguintes, a retomada do desenvolvimento econômico e social do Brasil. Esta conquista sempre foi até o fim da vida o seu maior motivo de orgulho.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Curso de medicina da UFMA é o segundo mais concorrido do Brasil

O IMPARCIAL: Mais de 440 mil estudantes se inscreveram para participar do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), edição do segundo semestre deste ano. As inscrições foram encerradas no último domingo. O que chamou a atenção foram as inscrições para os cursos de medicina, principalmente na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), que ficou na segunda colocação. Atrás somente da Universalidade Federal do Rio de Janeiro (Unirio) e à frente da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop).

O curso de direito da UFMA também está entre os mais procurados do país, junto com os cursos de Análise de Sistemas, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IF-SP); Direito da Universidade de Mato Grosso do Sul (UFMS); Ciência e Tecnologia da Universidade Federal do Semi-Árido (Ufersa); Engenharia Civil da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UFTPR); Direito na Unirio e Medicina na Universidade Federal Fluminense (UFF).

O Maranhão também está entre os mais receberam inscrições totais com 36,1 mil. O estado ficou na 5ª colocação, atrás somente de Minas Gerais, que o maior detentor de inscrições (61.185 mil); Rio de Janeiro (55 mil), São Paulo (51 mil) e Pernambuco (36,4 mil). No Amapá, apenas 392 estudantes se inscreveram no Sisu foi o que ficou na última colocação.

Matrícula
Os aprovados terão os dias 27 e 28 deste mês para fazer a matrícula nas instituições de ensino. Caso o participante tenha conseguido uma vaga no curso marcado como segunda opção, poderá permanecer no sistema e esperar pela segunda chamada. Os selecionados para a primeira opção perdem a vaga se não fizerem a matrícula.

No dia 2 de julho, o Ministério da Educação vai divulgar a segunda chamada, com prazo de matrícula nos dias 5 e 6 de julho. Após esse período, o sistema gera uma lista de espera que fica disponível para as instituições selecionarem candidatos para as vagas remanescentes. Podem entrar na lista os estudantes que não foram selecionados (em nenhuma das opções escolhidas) nas duas primeiras chamadas. Os interessados deverão fazer essa opção no próprio sistema, entre os dias 2 e 7 de julho.

714 sites governamentais brasileiros foram invadidos no ano, diz pesquisa

714 sites governamentais brasileiros foram invadidos no ano, diz pesquisa
SÃO PAULO - Sites governamentais brasileiros (com terminações "gov.br") sofreram apenas neste ano 714 ataques de pichação, segundo levantamento do site especializado em segurança Zone-H. Isso dá uma média de quatro invasões por dia ou cerca de 28 por semana.
Na madrugada desta sexta-feira (24), o portal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sofreu um ataque de pichação. No topo da página na internet estava escrito "IBGE HackeadoFail Shell", e uma imagem com um olho representando a bandeira do Brasil.
A maioria das pichações ou "defaces" (alterações de páginas) no Brasil é a sites de prefeituras, conforme os arquivos do Zone-H. Dos 16 portais governamentais atingidos entre os dias 17 e 22 de junho, sete eram de prefeituras e dois de câmaras municipais.
No entanto sites de governos e órgãos estaduais e federais, também, são alvos. Em 17 de fevereiro, por exemplo, o grupo de hackers "Red Eye" invadiu o Blog do Planalto e postou uma mensagem. Ainda de acordo com o Zone-H, no dia 9 de junho, o mesmo grupo "pichou" o site do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
O Zone-H é o principal site no mundo que cataloga pichações, segundo o pesquisador Dmitry Bestuzhev, da fabricante de antivírus Kaspersky Labs, em entrevista ao G1 em 2009. "Ele serve como uma espécie de ranking para os hackers, pois mede a quantidade de invasões, os países e a importância. É muito mais interessante para um pichador alterar um site '.gov' do que um '.com'", diz Bestuzhev.
O Zone-H afirma que toda informação contida nos seus arquivos é coletada na internet por meio de fontes públicas ou é notificada diretamente pelo próprio hacker, que não precisa se identificar.
Ataques
Os hackers que invadiram o site do IBGE negaram ter relações com os grupos LulzSec ou Anonymous no Brasil. O LulzSecBrazil é apontado como o responsável pelos ataques que derrubaram sites do governo na madrugada de quarta-feira (22). Foi o maior ataque sofrido pelo governo, com mais de duas bilhões de tentativas de acesso em um curto período de tempo, segundo o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). O órgão informou que o ataque não causou danos às informações disponíveis nas páginas e partiu de servidores localizados na Itália.
O canal de comunicação usado pelo LulzsecBrazil foi fechado por volta das 22h desta quinta (23). A decisão foi tomada pelos administradores da rede que, também, hospeda o canal usado pela operação do Lulzsec original.
Um possível indício do surgimento de um grupo de piratas contrários ao LulzSecBrazil é a divulgação de um documento que acusa um hacker de ser líder do movimento brasileiro. Ele seria Al3XG0, um conhecido criminoso digital envolvido com o roubo de senhas bancárias e cartões de crédito e que mantinha um site que pegava informações de brasileiros usando uma falha no site do Ministério do Trabalho. O documento indica também nome, RG e CPF de uma pessoa que, segundo o texto, seria o hacker Al3XG0. Há ainda um link para uma fotografia, supostamente do hacker.

Abertas inscrições para o exame de Educação de Jovens e Adultos


A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informa que estão abertas as inscrições para o exame de Educação de Jovens e Adultos, exclusivamente para candidatos que estão pendentes, quanto ao Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) de 2008, e Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2009 e 2010.
SEDUC-MA: As provas serão realizadas nos dias 21 e 22 de julho, no Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA), no bairro Camboa. No dia 21/07 serão aplicados, no horário das 9 às 12h, os testes de Ciências Humanas e suas Tecnologias (História, Geografia, Filosofia e Sociologia); à tarde, das 14 às 17h, serão as áreas de Matemática e suas Tecnologias.
No dia 22/07 será a vez das provas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias (Biologia, Química e Física), das 9 às 12h. A prova de Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias e Redação (Inglês, Língua Portuguesa e Arte), será aplicada no horário das 14 às 17h30.
As inscrições podem ser feitas até o dia 30, na sede do CEJA, localizada à Avenida Barão de Itapary, s/n, Camboa, e nas Unidades Regionais de Educação (UREs). Para se inscrever o candidato precisa apresentar os seguintes documentos: boletim com resultados do Enem e ENCCEJA; carteira de identidade, CPF, comprovante de residência (original e cópia); e duas fotos 3x4. Mais informações podem ser obtidas por meio do fone: (98) 3231 3004.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Santos vence e leva o caneco do tricampeonato da Libertadores


SÃO PAULO - Um esquadrão branco, infernal, que tomou a América de assalto. Com um ataque genial, imprevisível, artilheiro. Muitas vezes, o Santos foi descrito assim nos anos 60, quando Pelé e seus companheiros chacoalharam a América. O mesmo texto agora, 48 anos depois, serve para o time de Neymar, Ganso, Elano, Léo, Dracena, Arouca, Durval, Rafael. Sim, senhoras e senhoras: o Santos é, novamente, campeão da Taça Libertadores. Tricampeão.
A noite ficará guardada na memória de cada santista. A vitória, por 2 a 1, num Pacaembu apinhado, branco, cheio de santistas com lágrimas nos olhos, ainda teve Pelé vibrando como esse estivesse em campo. Do seu camarote, o rei de todos os tempos socava o ar como se um dos gols tivesse sido marcado por ele.
O Peixe e sua nova geração de ouro caminha a passos largos para ser campeão de tudo em 2011. No início do ano, manteve a supremacia em São Paulo. Agora, tornou-se rei da América. O terceiro passo poderá ser dado em dezembro, quando a equipe de Muricy Ramalho terá o Mundial de Clubes da Fifa pela frente. Será a chance de poder ver um dos duelos mais aguardados do futebol mundial: Neymar x Lionel Messi.
Primeiro tempo de domínio santista, mas faltou calibrar o pé
Buscando acabar logo com o nervosismo e a angústia das arquibancadas, o Santos entrou em campo querendo um gol rápido. Os comandados de Muricy Ramalho acreditavam que, na pressão, o Peñarol se abriria. Puro engano. Apesar de boas investidas e jogadas inspiradas de Ganso, que andou acertou ótimos passes, faltou o chute certo. Os números dos primeiros 45 minutos ratificaram o domínio santista. O Peixe teve 67% de posse de bola, contra 33% do seu rival. Foram oito arremates ao gol uruguaio, contra apenas um dos carboneros.
O primeiro lance de perigo veio em chute de fora da área de Elano, que exigiu grande defesa de Sosa. Neymar também teve chance, após passe precioso de Ganso, mas furou. O astro santista esteve sempre cercado por três jogadores. Gingava de um lado para o outro sem conseguir abrir o espaço. À medida que o tempo passava e o gol não saía, o Pacaembu ia murmurando, apreensivo. Léo também teve uma oportunidade ao invadir a área, com o goleiro batido, e errar o alvo. Durval, duas vezes de cabeça, também ameaçou. Sosa ainda brilhou em cobrança de falta de Elano da entrada da área.
O Peñarol, limitado tecnicamente, se resumia a bloquear as investidas do adversário. Segurava o Santos, tentava encaixar um contra-ataque, que não veio em toda a primeira etapa. Assim, amornou o jogo. O Peixe murchou, perdeu o ritmo e passou a errar alguns passes, Arouca, principalmente.
Mas quem disse que seria fácil? É final de Taça Libertadores.
Neymar marca no início do segundo tempo e leva o Pacaembu ao delírio
E aí vem Arouca, em desabalada carreira. Uma arrancada mágica, uma tabela esperta com Ganso, que passa para Neymar, que, enfim, soltava o grito preso na garganta do torcedor nas arquibancadas. Apenas dois minutos de jogo. Neymar, histórico. Um gol que vai ser lembrado para sempre pelos santistas. O gol que abriu caminho para o tricampeonato.
Em seu camarote no Pacaembu, Pelé vibrava, reverenciando seu sucessor. Em campo, o craque alvinegro chupava o dedo, homenageando Mateus, que chega em novembro. O filho do ídolo santista vai nascer campeão continental. Pé quente!
O jogo continuou. Claro. Faltavam ainda longos minutos. Nas arquibancas se abraçavam e choravam. Não dava para fazer os ponteiros correrem mais rápido? Não dava. Então, o Peixe tratava de dar as cartas em campo.
A diferença técnica entre os times era gritante. O Santos, agora, tinha espaços para matar o jogo. O Peñarol tinha dificuldades para sair jogando. Não parecia possível que o título escaparia. Absolutamente.
O Santos continuava em cima, muito melhor, trocando passes, colocando os uruguaios na roda. Nas arquibancas, locura total. Então, Danilo arrancou pela direita, deixou o marcador para trás, cortou para dentro e entrou para a história. Pé esquerdo, canto direito do goleiro. Nova explosão no Pacaembu. Choro, abraços. O título estava mais próximo.
- Agora, ninguém tira mais – berrou Léo num microfone à beira do campo.
Gol contra de Durval e pancadaria no final
Mas como nada com o Santos é fácil. O Peñarol mostrou suas garras. Numa escapada pela direita, a bola cruzada, desvia em Durval, que tentou rebater e entra. Seria possível? Como em 2005, quando defendia o Atlético-PR, na final da Libertadores contra o São Paulo, o Rei do Sertão marcara um contra.
Foi apenas um susto passageiro. Logo o Peixe retomou o dominio e teve até chances para marcar mais gols. Não precisou. No final, uma cena que não precisava ocorrer: jogadores das duas equipes trocaram agressões em campo, diante de uma Polícia Militar que pouco fez para conter os brigões. Nada, no entanto, que acabasse com o brilho da conquista do Peixe.